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Tesoureira de igreja desvia R$ 2 milhões e congregação descobre rombo em contas

Mulher que controlava as finanças de uma igreja evangélica é acusada de desviar mais de R$ 2 milhões ao longo de anos. Líderes religiosos e fiéis cobram explicações e justiça.

Tesoureira de igreja com expressão séria segurando documentos financeiros em escritório com pastas e papéis ao fundo.
Tesoureira de igreja com expressão séria segurando documentos financeiros em escritório com pastas e papéis ao fundo.

Uma tesoureira de igreja evangélica no Brasil é acusada de desviar mais de R$ 2 milhões dos cofres da congregação. O caso veio à tona após auditoria interna apontar inconsistências nos registros financeiros. A suspeita, que trabalhava há anos na função, teria usado o dinheiro para benefício próprio, incluindo aquisição de imóveis e veículos de luxo.

De acordo com relatos de membros da liderança, o desvio só foi percebido quando um novo pastor assumiu e solicitou a prestação de contas detalhada. A partir daí, foram identificadas transferências suspeitas, pagamentos a empresas fantasmas e saques em espécie sem comprovação. A tesoureira foi afastada do cargo e um boletim de ocorrência foi registrado.

O caso gerou grande comoção entre os fiéis, que se sentem traídos e cobram transparência. Muitos questionam como o desvio passou despercebido por tanto tempo. A igreja, que prefere não ser identificada, informou que está colaborando com as investigações e que adotará medidas para evitar novos casos.

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Investigação e possíveis consequências

A Polícia Civil já abriu inquérito para apurar o crime de apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A suspeita pode pegar até 12 anos de prisão, se condenada. Além disso, a igreja estuda entrar com ação civil para recuperar os valores desviados.

Especialistas em direito criminal ouvidos pela reportagem explicam que, além da pena de reclusão, a acusada pode ter seus bens sequestrados para garantir o ressarcimento. A investigação também busca identificar se houve participação de outras pessoas, já que os valores eram movimentados de forma complexa.

Líderes de outras denominações evangélicas alertam para a necessidade de controles internos rigorosos e auditorias periódicas. “A confiança é a base, mas a fiscalização é indispensável”, afirmou um pastor ouvido pela reportagem. Ele sugere que igrejas adotem sistemas de dupla assinatura para transações acima de determinado valor e realizem auditorias externas anuais.

Reação da comunidade e próximos passos

Nas redes sociais, o assunto viralizou entre evangélicos, com debates sobre a importância de prestação de contas nas igrejas. Muitos cobram que o caso sirva de exemplo para que outras congregações revisem seus processos financeiros. Hashtags como #TransparênciaJá e #IgrejaSemDesvios ganharam força entre os fiéis.

Enquanto isso, a tesoureira não se pronunciou publicamente. A defesa dela alega que as provas são frágeis e que a acusação é infundada. A Justiça deve ouvir testemunhas nos próximos dias. O advogado da suspeita afirmou que ela está abalada e nega qualquer irregularidade.

O caso expõe uma ferida sensível no meio gospel: a confiança depositada em líderes financeiros e a falta de transparência em muitas igrejas. A expectativa é que, com a repercussão, haja uma mudança de postura em relação à administração dos dízimos e ofertas. Algumas denominações já anunciaram que vão revisar seus processos internos e criar comitês de fiscalização formados por membros leigos.

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