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Pastor contrata criminoso para cometer assassinato

Segundo Michelli Angeli do Gazeta Online Um casal sendo eles pastores evangélicos acabaram sendo preso nesta quinta-feira (4) sob a acusação de contratar o criminoso Wellington da Silva Gomes, de 34 anos, para matar o trabalhador rural Luciano Pessote, de 42 anos.

O crime aconteceu no dia 7 de março do ano passado, no distrito de Deserto, em Guarapari, no Espirito Santo, vem a tona pouco mais de um ano após .

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A polícia acredita que a motivação do crime tenha sido para que os acusados conseguissem uma parte de um terreno que havia sido dividido entre eles.

Segundo o delegado Franco Malini, que o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa de Guarapari, a polícia esteve empenhada investigando o caso desde o ano passado.

Malini disse ainda que o casal de pastores , que foram identificados como Ediana Luzia Frontini, de 46 anos, e o marido dela, Adriano Welten Faiolli, de 36 anos, tinham uma dívida trabalhista com a vítima e que havia um terreno em Guarapari que foi dividido e passado para Luciano como forma de quitar essa dívida.

Na época, tanto o casal de pastores, quanto Luciano, a mulher e o filho dele, um bebê que hoje tem pouco mais de um ano, moravam no terreno.

O delegado explica que Ediana e Adriano não queriam mais que Luciano tivesse a parte do terreno e começaram a dificultar a moradia, chegando a cortar água e luz da casa da vítima.

“Primeiro Wellington deu um tiro nele (Luciano), que estava passando de moto. A vítima caiu e Wellington chegou a espancá-la. Luciano morreu por traumatismo craniano”, detalhou Malini.

“Luciano morava com a esposa e um filho de pouco mais de um mês quando foi morto. Inclusive, no dia em que o crime aconteceu, ele havia levado a criança para fazer o teste do pezinho. Não conseguimos comprovar o pagamento do serviço (assassinato), mas a ligação entre o crime e os pastores foi comprovado porque eles pagaram o advogado de Wellington, mesmo alegando não tendo vínculos com ele”, afirmou o delegado Franco Malini.

Wellington teria sido contratado pelos pastores um mês antes do crime e também estaria vigiando os passos de Luciano.
Segundo o delegado, os três acusados foram presos ontem e foram autuados por homicídio (Adriano e Ediana como mandantes e Wellington como executor).

Entenda o caso

Segundo a polícia, parte de um terreno que pertence ao casal de pastores Adriano Welten Faiolli, 36, e Ediana Luzia Frontini, 47, foi cedida a Luciano, como pagamento de uma dívida trabalhista. O valor devido seria de R$ 100 mil.

“Foi dada uma parte do terreno (em Guarapari) para quitar a dívida. Quando Luciano começou a residir no local, o casal pediu o terreno de volta. Mas a vítima se recusou e foi morta”, explicou o delegado Franco Malini, da DHPP. De acordo com ele, a recusa de Luciano deu início a uma “guerra entre o casal e a vítima”.

Foi então que Wellington da Silva Gomes, 34, entrou em cena. Ele foi contratado para trabalhar no local, mas, segundo a polícia, estava sendo pago para vigiar e, depois, matar Luciano.

A Igreja Assembleia de Deus Ministério Semeando Fogo, de Venda Nova do Imigrante, permanece em atividade. Adriano aparece como sócio-administrador da igreja, que tem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo.

Os três acusados vão ser transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari ainda na manhã de hoje.

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