governo indiano negam nacionalidade de quem se converter ao cristianismo

eles apoiam o nacionalismo e afirmam que o cristianismo seria uma religião estrangeira.

A intolerância religiosa na Índia vem assumindo escalas bem radicais nos últimos tempos. Algumas organizações internacionais tem pedido muito para que líderes de outras partes do mundo possam fazer algo pela população cristã local. O quadro do país piorou mais ainda com a reeleição de Narendra Modi, que é primeiro ministro. Ele í integrante do partido Bharatiya Janata (BJP, na sigla internacional) e preconiza o nacionalismo radical no país. Desta forma, a índia deve voltar a ser pura e com isso, vários estados já proibiram que hindus se convertam a outras religiões.

Desta forma, a pessoa que resolve abandonar o hinduísmo para seguir qualquer tipo de religião passa a ser considerada como alguém que não possui a nacionalidade indiana.

Com isso, os mais perseguidos tem sido os cristãos por estarem se multiplicando de forma muita rápida, de acordo informações do Portas Abertas.

“Os nacionalistas hindus radicais veem os seguidores de Jesus como estranhos à nação, todos os cristãos na Índia estão sofrendo perseguição. Impulsionados pelo desejo de purificar seu país do islamismo e do cristianismo, os nacionalistas não se esquivam de usar violência extensiva para alcançar seus objetivos”

O comentarista John Stonestree, que também é cristão, obviamente se posicionou contra aa tática que o governo te utilizado para “purificar” o país.

“Pelo menos seis estados indianos efetivamente proíbem conversões para o cristianismo. Eu digo ‘efetivamente’, porque os nacionalistas hindus descobriram uma maneira de contornar a liberdade de religião garantida na constituição indiana”, afirmou.

“Qualquer conversão que resulte de ‘força, sedução ou meios fraudulentos’ é ilegal. Dada a imprecisão desses termos, a lei indiana capacita autoridades locais ideologicamente orientadas a considerar todas as conversões como culpadas até que se prove que são inocentes”, explicou ele.

Além disso, o comentarista jogou por terra os argumentos utilizados pelo governo de que o cristianismo seria uma importação estrangeira para o país, visto que desde os primórdios da igreja primitiva a fé cristã já se fazia presente em território indiano.

“Ao contrário [do que prega a] ideologia hindutva [nacionalista], o cristianismo não é uma importação europeia. Existiu na Índia antes de Paulo chegar a Roma. Algumas igrejas no sul da Índia até adoram em um ramo do aramaico, a língua que Jesus falou”, afirmou  o comentarista, em uma entrevista dada à Christian Headlines.

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