Miss Iraque pode perder cidadania por defender Israel

"A liberdade de expressão é a base da democracia e deve ser protegida" afirmou a miss.

A ex-miss Iraque Sarah Idan, corre o risco de perder sua cidadania após defender a nação de Israel criticando algumas violações de direitos humanos que ocorreram em solo iraquiano no ultimo mês. As relações de intriga entre a moça e seu país de origem não são um problema atual, visto que ela e sua família se mudaram para os EUA após sofrerem uma série de ameças e retaliações depois que Sarah tirou uma foto com a miss Israel durante o concurso de beleza.

“Há duas semanas o Iraque negou minhas declarações na ONU de que eu não tenho liberdade para falar sobre Israel agora que estão tomando minha cidadania. Isso é desumano. Estou sem palavras“, twittou a moça, ao ler um artigo do próprio parlamento iraquiano apoiando a invalidação de sua cidadania por causa do discurso que ela fez.

“Lutei ao lado dos EUA para acabar com a tirania e entregar a democracia ao Iraque. A liberdade de expressão é a base da democracia e deve ser protegida.
Exorto o @UN @realDonaldTrump a investigar essa decisão e pôr um fim a esse abuso e proteger meus direitos de uma cidadã americana iraquiana“, disse Sarah.

O Iraque é membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU atualmente. De acordo com o grupo de direitos humanos, o país tem por obrigação impedir atos de intimidação contra a modelo, de modo a protegê-la e punir possíveis retaliações que a moça possa sofrer eventualmente. Tal afirmativa é o que vai de acordo com as resoluções da Assembléia Geral e do Conselho de Direitos Humanos.

Alem disso, o diretor executivo da UN Watch, Hillel Neuer se posicionou a favor da moça.

“Pedimos a você que envie uma imediata demarche ao embaixador do Iraque na ONU Bahr Aluloom e exija o fim da intimidação de Sara Idan por seu testemunho perante a ONU. Represálias contra o seu valor como uma violação do seu direito à liberdade de expressão ”, twittou Neuer.

Além disso, a UN Watch também enviou uma carta, pedindo aos oficiais do UNHRC que relatem o caso aos órgãos relevantes da ONU que sejam responsáveis por tratar de represálias, de modo que  as autoridades iraquianas sejam devidamente responsabilizadas pelas ameaças contra a miss.

“É a principal responsabilidade dos estados prevenir intimidações e represálias e, quando confrontados com tais alegações, investigá-los, processar e punir os perpetradores”, Afirmou Neuer. “O Iraque não pode ser membro do conselho de direitos humanos da ONU, ao mesmo tempo em que não respeita suas obrigações mínimas, como a proteção de testemunhas que aparecem diante dele”, concluiu.

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