Papa Francisco critica países que investem na fabricação de armas e depois não acolhem refugiados de guerra.

Segundo ele, devemos superar o medo dos imigrantes e passar a acolhê-los.

O papa Francisco, fez duras críticas aos países que praticam a fabricação de armas e depois não abrigam os refugiados quando as guerras explodem. As afirmações foram transmitidas em um vídeo divulgado pelo vaticano no dia de hoje (3).

A industria armamentista fatura bilhões todos os anos e alimenta, ondas e mais indas de violência, em guerras por disputas politicas, econômicas e de poder. os governos utilizam como desculpa para os processos de produção a famosa “guerra pela paz”, que segundo sociólogos e historiadores poderia ser facilmente substituída por investimentos em combate a fome e praticas de promoção a saúde por exemplo.

“As guerras afetam só algumas regiões do mundo; no entanto, a fabricação de armas e sua venda acontece em outras regiões, que depois não se responsabilizam pelos refugiados, não querem, não aceitam esses refugiados que tais conflitos bélicos geram”, afirmou o papa.

“muitas vezes se fala de paz, mas se vendem armas. Podemos falar de uma hipocrisia nesta linguagem?”, acrescentou o religioso.

Além disso, ele também lamentou pelas vidas das pessoas atingidas pelos conflitos bélicos, acrescentando que,“quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, que são impedidos de se sentar à mesa e ficam só com as ‘migalhas’ do banquete”.

Ademais,  segundo ele a exclusão não se trata apenas de migram de um local para o outro, mas sim que ninguém deve ser excluído em sentido algum e que tudo isso se deve as rumos do mundo atual que se encontra cada vez mais elitista e cruel quando se trata das minorias.

“Os países em desenvolvimento continuam esgotando seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns poucos mercados privilegiados”, reclamou.

“O desenvolvimento exclusivista faz com que os ricos fiquem mais ricos e os pobres mais pobres”, acrescentou ele e defendendo ainda que “o verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fértil, voltado para o futuro”.

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