Pastor e irmã fofoqueira são obrigados a pagar indenização a fiel por fofoca na igreja

Justiça considerou indiscrição atentado contra a honra da vítima

Uma indiscrição feita dentro de uma igreja evangélica tomou uma proporção tão grande que foi parar dentro do tribunal de Justiça e deu a polêmica nas redes sociais.Um pastor que liderava uma igreja em Realengo,na zona oeste do Rio de Janeiro alegou ter tido uma revelação da parte de Deus sobre uma irmã de sua igreja.

O pastor teria espalhado dentro da igreja que uma irmã em questão,estaria traindo seu marido e informação acabou circulando e chegando ao conhecimento da irmã acusada de adultério.Esta por sua vez,não gostou  e levou o pastor e uma das fiéis que levou a história adiante de calúna e difamação e pediu na justiça indenização por danos morais.

Antes de ser julgado pela lei,o pastor e a sua irmã de confiança já teriam transgredido dois mandamentos importantes da bíblia: “não levantar falso testemunho e não tomar o nome de Deus em vão”,pois o pastor disse ter recebido uma revelação mentirosa.

A justiça condenou ambos acusados a pagar R$ 5 mil reais cada uma para a vítima que foi caluniada.A lei dos homens puniu o pastor e a irmã alcoviteira por atentar contra a honra da irmã.O caso que aconteceu em 2017 até hoje serve de base para casos parecidos.

A decisão da 18ª Câmara Cível do Rio foi tão comentada que chegou a ser noticiada pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”. Os próprios vizinhos da irmã ofendida defenderam a mulher e deram seus testemunhos sobre o caso.

O pastor da igreja de realengo e a irmã fofoqueira,tiveram de pagar por sua indiscrição e a Justiça entendeu que os dois “ofenderam a honra da autora (da ação)”. As partes recorreram, mas a 18ª Câmara Cível negou provimento ao recurso. Os envolvidos na polêmica não quiseram se manifestar sobre a decisão e nem a vítima que acabou ganhando o processo,acabou não querendo comentar sobre o assunto.

 

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