Academia de Arte terá casal nu em sua entrada para uma nova exposição.

O nu artístico, eles disseram.

Na Inglaterra, A Real Academia de Artes em Londres, irá expor uma exposição “artística”, um tanto desconfortável para alguns.

A exposição está causando uma grande polêmica e chamando a atenção de todos, pois, para entrar no local o visitante terá que passar por um corredor polonês, fique tranquilo que você não levará nenhum chute, mas, na entrada do local você irá se deparar com um casal nu à porta.

O visitante precisará se espremer entre um casal nu para entrar na Academia de Artes, ela se trata de uma recriação de um controverso projeto de 1977. Marina Abramovic foi a artista que implantou esse conceito de arte, junto com seu namorado Ulay, ambos ficaram pelados um em frente ao outro na entrada de um evento de “arte moderna”, configurando assim uma “porta viva”. 

Na época o projeto artístico impulsionou muitos visitantes a dar meia volta, desistindo de entrar no evento, no entanto, Andrea Tarsia a curadora da exposição afirmou que “quase ninguém se recusará a passar pelo estreito corredor humano”.

“Eles não conseguiram lidar com isso e não tinham certeza do que estavam vendo. Alguns passaram. Alguns passaram várias vezes, na verdade” comentou a artistia.

Aperformance” de Marina e Ulay será realização em 2020, A Real Academia de Artes ainda está escolhendo o novo casal que fará a versão da performance.

No dia 26 setembro de 2017, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, ocorreu a performance de Wagner Schwartz, na qual o artista se deitou nu no chão, enquanto crianças e adultos o observavam, a performance viralizou após uma criança de aproximadamente quatro anos toca no pé do homem, em um vídeo que foi postado nas redes sociais gerando uma enorme polêmica.

A polêmica gerou vários ataques na rede e até um processo, o qual o juiz Jaime Medeiros da vara da Infância e da Juventude disse que “É importante deixar claro que não acompanhei o caso, mas pelo que vi por meio da imprensa, seria adequado se houvesse restrição de idade à apresentação por conta do conteúdo. Sou um defensor da liberdade artística e de expressão, mas vejo que foi a falta de cautela que gerou a polêmica”.

“Sobre tipificar a conduta do artista como crime, não me parece adequado. Não sei como o MAM procedeu, mas vejo uma falha por não terem aumentado a idade de acesso permitida. Essas questões de exibição são sempre delicadas porque você não pode censurar de maneira nenhuma, mas a criança tem que ser protegida integralmente”, continua o magistrado.

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