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Esquema bilionário: empresa de frequentador da Igreja Universal doou mais de R$72 milhões em dízimos e ofertas

Líder do esquema era frequentador da Igreja Universal

Homem frequentava igreja da Universal e fez doações milionárias como dízimos e ofertas. Foto: Internet

Após a mega operação da Polícia Federal contra um esquema no ramo de criptomoedas em Cabo Frio (RJ), a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, ficou em estado de alerta e peticionou uma ação judicial de produção antecipada de provas. Segundo juristas, essa ação tem por fim antecipar a resolução de conflitos litigiosos.

Membro da Igreja

O líder do esquema, segundo as investigações, é Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria, preso na última semana, ele era membro da igreja situada em Cabo Frio, conforme a ação. A Igreja diz que assim como os milhares de fiéis, ele colaborava “com o sustento do templo”.

Segundo a Igreja Universal, a partir de maio de 2020, foi verificado um “expressivo aumento no volume de doações recebidas no templo de Cabo Frio, materializadas por meio de transferências bancárias realizadas por Glaidson e, também, pela empresa por ele controlada”, a GAS Consultoria.

Confira a nota da Igreja:

Há quase dois anos, desde o final de 2019, em inúmeras ocasiões, como provam os vídeos disponíveis neste link, a Igreja Universal do Reino de Deus vem alertando seus membros para os golpes embutidos em supostos investimentos em criptomoedas.

A Universal tomou esta atitude exatamente porque tem ciência de que um dos alvos destas pirâmides financeiras são as pessoas de boa-fé, especialmente das comunidades evangélicas. Todos sabem que o sucesso de uma pirâmide financeira depende da entrada constante de novos investidores. Daí a razão destas empresas buscarem se infiltrar em clubes, associações, corporações e especialmente igrejas, a fim de se valerem do espírito fraterno e de confiança que une seus membros. A Universal não compactua com nenhuma atividade ilícita, por mais ganhos que possa gerar. Ofertas que procedam de engano, fraude e injustiça não têm valor algum para Deus.

Quanto a Glaidson Acácio dos Santos, informamos que ele ingressou no treinamento pastoral da Universal em 2003 e foi desligado pouco depois por não atender aos padrões do ministério. Há alguns meses, a Igreja recebeu informações de que ele estaria assediando e recrutando fiéis e integrantes do corpo eclesiástico para participar de sua empresa, que demonstrava sinais que caracterizavam algum envolvimento com pirâmide financeira.

Para combater isso, além dos constantes alertas dados publicamente em seus cultos e programações de TV e rádio, a Universal tem feito rigorosas averiguações internas para assegurar que seus oficiais não promovam e muito menos se envolvam com estas pirâmides. É por esse rigor que alguns já não fazem mais parte do quadro de pastores da Igreja.

Além disso, em maio deste ano, a Universal apresentou uma notícia-crime na Justiça contra os envolvidos. Mais recentemente, foi aberto um processo judicial cível solicitando  que Glaidson confirme à Igreja que os dízimos e doações que ofereceu como frequentador, têm origem lícita. Ou seja, muito antes da operação policial da última semana que resultou na prisão de Glaidson, a Universal já vinha alertando e cooperando com as autoridades para as devidas investigações.

Aliás, esta ação movida pela Universal deveria correr em segredo de Justiça, mas, criminosamente, vazou para a Imprensa. A Igreja requer aos veículos de Comunicação Social que respeitem o sigilo legal e não divulguem o conteúdo, e se reserva o direito de tomar providências cabíveis contra a divulgação indevida deste processo.

UNIcom — Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal

Com informações do site O Dia

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