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Pastora é perseguida e ameaçada por ex-marido, mesmo após 23 boletins de ocorrência

Mesmo com 2 medidas protetivas, o ex-marido já invadiu sua casa, fez ameaças e tem ridicularizado a empresário pela cidade.

A pastora Fernanda Paiva, foi perseguida pelo ex-marido, mesmo após registrar 23 boletins de ocorrência de agressão e ameaças.

Após 10 anos de casamento, a empresária do ramo de empreendimentos de luxo em Balneário de Camboriú, resolveu dar um fim a relação tóxica que vivia com o ex no início deste ano.

Mesmo com 2 medidas protetivas, o ex-marido já invadiu sua casa, fez ameaças e tem ridicularizado a empresário pela cidade.

“Estou desde março sendo ridicularizada, ameaçada de levar um tiro, ele não apenas me ridiculariza, como ataca a minha fé, fala mal do meu cabelo, fala que na minha igreja acontecem orgias e que eu sou um tipo de prostituta gospel”, diz Fernanda.

Além disso, seu filho caçula tem sofrido bullying por parte dos colegas de turma, por causa da exposição do assunto na internet:“Ele publica os ataques no Facebook, os colegas do meu filho vêm e fazem bullying com ele, brincadeiras de mau gosto”, conta a empresária.

 

Com a situação já fugindo do controle, ela decidiu expor o caso a mídia para que as autoridades faça alguma coisa em seu caso: “Já que meu nome esta sujo e sendo ridicularizado. Resolvi expor pra contar minha versão e tentar ser ouvida pelas autoridades”.

A pastora, ao fazer a denúncia e buscar ajuda, diz que encontrou muito machismo por parte da Justiça e das testemunhas de seu caso.

“Toda parte de denúncia já é uma violência. Mesmo eu sendo uma pessoa esclarecida, passei por inúmeras dificuldades. O síndico do meu prédio proibiu os funcionários de depor sobre o caso, ele invadiu minha casa, levou um carro que estava no meu nome e ainda assim, teve parecer favorável por parte da Justiça para ficar com o veículo”, disse Fernanda.

Segundo a delegada Inara Drapalski, da DPCAMI (Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Balneário Camboriú, a delegacia tem inúmeros processos que envolvem a segurança imediata da vítima,além do caso de Fernanda.

“Atendemos inúmeros casos de violência todos os dias e temos que priorizar os processos que envolvem a segurança física imediata da vítima. Nossa DPCAMI não registrou nenhum caso de feminicídio em 2021, atuamos de forma efetiva com botão de pânico e uma integração com todos os sistemas além de conscientização inclusive com agressores”, destaca Inara.

 

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