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“Esse ‘deus’ acovardou-se”, diz pastor petista sobre apoio a Bolsonaro

Para Sabaney, a classe média começou a se descontentar com o discurso do  governo de não golpe de estado. 

Para Sabaney, a classe média começou a se descontentar com o discurso do  governo de não golpe de estado. 

O pastor Luis Sabanay, em entrevista a Revista Fórum, afirmou que depois do discurso do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações do dia 7  de setembro, e em seguida recuar, diante dos ataques ao STF(Superior Tribunal Federal), fez cair o apoio dos evangélicos ao governo atual. 

“O recuo de Bolsonaro depois de 7 de setembro impactara ainda mais a opinião evangélica. Parte das narrativas evangélicas em apoio a Bolsonaro anunciava a presença da benção de um deus guerreiro, militar, corajoso. Ao contrário, esse deus acovardou-se”, disse Sabanay à Fórum. 

O pastor presbiteriano, que é teólogo e também assessor da Secretaria Nacional de Movimentos Populares do PT, diz que os evangélicos foram abandonados já, desde o início do mandato,” principalmente na base neopentecostal e pentecostal que agrega assalariados, que ganham entre 1 e 3 salários mínimos e vivem nas periferias urbana e rural do Brasil”. 

“São os mais impactados pelo desemprego, pandemia, a violência, fome e a miséria”, diz. 

Luís Sabaney relembra que “centenas de organizações, lideranças e até mesmo denominações religiosas vem se posicionando contrárias e críticas, no dia a dia, as posturas do atual presidente e seu governo, consideradas discrepantes à cultura evangélica como: o ódio, mentira e a violência”. 

Para Sabaney, a classe média começou a se descontentar com o discurso do  governo de não golpe de estado. 

“Recentemente, a opinião entre a boa gestão e o não golpismo, anuncia a opinião de uma fatia da classe média evangélica descontente. A política do parlamento, o centrão, onde a maioria dos parlamentares ditos evangélicos, começam a sair da base de apoio em função da mudança de opinião pública, escândalos e as tendências políticas regionais visando as eleições de 2022. O fisiologismo”, conclui. 

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