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Pastora trans celebra ministério e afirma “sou instrumento de Deus”

Jacques não tem dúvidas de seu chamado e que é um instrumento de Deus na vida dos homossexuais. 

Nesta segunda-feira (20),foi realizado o primeiro culto presencial da Igreja Trans ICM Séforas,São Paulo, pela pastora Jacque Chanel, de 56 anos. 

“Foi um dia muito especial porque não imaginava que meu comprometimento com Deus tivesse caminhado de tal forma que me levasse a abrir uma igreja trans numa sociedade que só quer me matar e excluir.Lá encontrei uns 300 gays, mais umas duas travestis, e logo comecei a me posicionar e a pedir para a diretoria por mais trabalho de evangelização e acolhimento da comunidade trans, para, aí sim, ser uma igreja inclusiva.Lá [na ICM] abriram espaço para mim e comecei a receber pessoas trans em situação de rua, promovi bazares para doação de roupas e fiz jantares. Era assim que aconteciam as nossas reuniões.”  

Jacques não tem dúvidas de seu chamado e que é um instrumento de Deus na vida dos homossexuais. 

“Eu não tenho a menor dúvida de que sou um instrumento de Deus e de que as pessoas conseguem ver a luz de Jesus em minha vida.’Sou um instrumento de Deus”,disse a pastora’, 

De família evangélica desde pequena, a pastora, que é trans, foi expulsa de casa e excluída da partilha de bens após a morte do pai, por ser trans. 

“Essa questão de família foi superada com a fé. Fui expulsa umas três vezes de casa e, com a morte do meu pai, há dois anos, fui excluída da partilha de seus bens. Minha mãe disse que, como fui embora, não tinha direito a nada. 

Por causa disso, Chanel saiu do Pará e foi tentar a vida em São Paulo, por achar que teria mais oportunidades e menos preconceito por sua orientação sexual. 

 “Por ser uma das maiores cidades do país, tive a visão inocente de que não fosse passar por preconceito, mas foram acontecendo coisas absurdas que mudaram minha vida”,desabafou. 

A cirurgia de troca de sexo fez com que Jacques tentasse o suicídio, mas afirma que em Deus, encontrou forças para superar. 

“Para o evangelho fundamentalista, isso é, no mínimo, um pecado, uma aberração, uma mutilação, e me questionei várias vezes sobre a minha decisão. Tentei o suicídio três vezes, mas consegui superar. Busquei forças em Deus, e se não fosse Ele, não estaria mais aqui”.

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