Gospel

Bomba na Universal: bispo de Edir Macedo é acusado de assédio sexual

Em nota, Universal considerou que o acusado precisa saber quem foi responsável pela denúncia

Edir Macedo, líder da IURD, tem problema a ser resolvido após um de seus líderes ser acusado. Foto: Internet

 

Fora o descontentamento de fieis com o fato da Record, emissora ligada ao religioso, transmitir um programa que fere os princípios cristãos, Edir Macedo agora tem outro problema a resolver: o fato de que um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus ter sido formalmente acusado da prática de abusos sexuais contra mulheres. As informações são do UOL.

Segundo o site, o caso ocorreu no Distrito Federal e  as denúncias foram recebidas pela Polícia Civil de Brasília e pelo Ministério Público do Distrito Federal.

De acordo com a coluna de Carolina Brígido, no UOL, o religioso é o bispo Wagner Negrão. Ele foi acusado por dois fiéis masculinos que seriam testemunhas dos abusos.

Bispo foi acusado de abuso por fieis – Foto: Reprodução/YouTube

“[O bispo] assedia sexualmente as mulheres, filhas de pastores membros, inclusive, simulando reservadamente orar pelas fiéis, quando estão sozinhas, desenvolvendo suas atividades na igreja, o mesmo começa o processo de assédio, orando com a mão na cabeça, desce a mão para os ombros, dos ombros para os seios e barriga”, diz o texto da notícia-crime.

“Eu encontrei o abuso, eu encontrei um monstro: o bispo Wagner Negrão. Ele, para vir orar na gente, para dar a benção, colocava a gente numa sala, começava a orar na cabeça da gente, começava a descer a mão, passar no meu peito, falava palavrões, falava que era unção”, contou uma das mulheres que foram vítimas, ao UOL.

“Ele me apertou contra o corpo dele, me acariciou no meu seio, nas minhas costas, desceu um pouco na minha calça, na minha bunda. Na hora de sair, ele me pediu um abraço e encostou as partes dele em mim. Foi quando eu percebi que aquilo estava errado”, disse a outra vítima.

Resposta

Em resposta a reportagem do UOL, a igreja disse que “bispos e pastores, por orientação da Igreja, obrigatoriamente, são acompanhados por suas esposas, ou por outros oficiais, para realizarem os atendimentos”.

Argumentou ainda que “sem conhecer os nomes das acusadoras e as datas exatas dos supostos episódios, o oficial da Universal sequer tem como se defender para comprovar sua inocência. Se, de início, não é possível colocar em dúvida os depoimentos que o UOL colheu das supostas vítimas, da mesma forma não é razoável que uma acusação tão grave seja publicada sem que o acusado saiba quem o incriminou”.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

Botão Voltar ao topo