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À frente de bloco carnavalesco, Silva explica saída do gospel

O artista, que era produtor musical de seu irmãos Lucas, também cantor, diz que ainda é muito criticado por seu irmão ter parado a carreira gospel por causa dele.

Completando 10 anos de carreira, Silva, consagrado na música, e que fez diversas parcerias com cantores famosos, entre eles, Ivete Sangalo e Ludmilla, o cantor conta que iniciou no gospel, e quando aceitou sua opção sexual, seguiu carreira secular.

“Minha música acabou me levando para um monte de lugares que nem imaginei conhecer. Conheci um monte de ídolos. Me sinto privilegiado de fazer o que gosto… este é o terceiro álbum que lancei na pandemia. Trabalhei bastante. Quero continuar fazendo o que estou fazendo e poder continuar fazendo. Não quero perder esse tesão por fazer música. Nesses 10 anos mudei muita coisa, de sair do indie total para o bloco de Carnaval. Nunca que eu ia imaginar fazer show para 10 mil pessoas. Estou aí para jogo na música”, declara ele.

O artista, que era produtor musical de seu irmãos Lucas, também cantor, diz que ainda é muito criticado por seu irmão ter parado a carreira gospel por causa dele.

“Tem pessoas que me culpam até hoje, porque quem era o cantor era o meu irmão, e ele parou na época que estava começando a ganhar uma grana. Ele foi sincero com ele mesmo. Na hora que percebeu o rolê que ele estava, a gente se desencantou com o que a gente viu. Acho que quem gosta e vai e frequenta, está tudo certo também. Hoje em dia, sou a favor de ir buscar o que te faz bem. Comecei muito novo também. O primeiro álbum do meu irmão foi eu quem produzi. Eu era um garoto bem para frente. Depois fiquei tímido por causa da questão da minha sexualidade que eu não sabia lidar. Isso era um tabu na minha família. Só fiquei bem mesmo depois de um tempo”, admite.
Hoje, Silva ,em comemoração aos 10 anos de carreira, fez a releitura da música ” De lá Até Aqui”, celebrando seu sucesso e retorno aos palcos.

“No início era o som. E lá no começo eu só queria lançar um EP na internet. Eu gostava de tocar e cantar, mas amava produzir. Gravei algumas faixas e lancei o EP Silva, em quatro de outubro de 2011. De repente, minha vida virou ao avesso. Eram gravadoras batendo à minha porta, convites para festivais enormes e vários shows. Eu queria fazer música apenas, e de certa forma não estava preparado para muito do que viria depois. Mas o tempo cuidou de tudo”, acredita.

“Com o passar dos anos fui me encontrando no palco, me sentindo à vontade com o público e a rotina puxada de viagens e shows, ressignificando várias coisas, inclusive a minha forma de fazer música. Pude me permitir não seguir fórmulas e a mudar quando entendia que era hora de fazer outro tipo de som. E é assim que vou, pelo som que me guia, que alimenta a minha alma, a música das notas e dos fonemas, o gosto doce de ouvir as pessoas cantando comigo, e a alegria de poder lever o melhor de mim para as pessoas, sempre em busca da paz. Eu sigo assim. De lá até aqui. E daqui pra frente”, completa o cantor.

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