A figura da drag queen Gloria Groove, atual fenômeno da música pop, Daniel Garcia precisou romper com seu passado. Ele integrou a última formação do grupo infantil Turma do Balão Mágico, atuou em uma novela da Record e frequentou a igreja Renascer em Cristo.

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Gloria Groove lançou músicas religiosas e seria preparado para virar pastor. Mas as dúvidas sobre a sexualidade e a vontade de se tornar um artista conhecido o fizeram abandonar a vida gospel.

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“Ninguém chama a Anitta de Larissa quando ela está sem cílios, então quero que me chame de Gloria”, avisa, aos risos, logo no início da entrevista ao Notícias da TV. “Daniel é o meu nome, mas muita gente me conhece como Gloria. Eu sou o Daniel, e a minha relação com a Gloria não tem a ver com a minha identidade de gênero. Gloria é a minha persona artística”, explica 

Assumir o alter ego a permitiu, inclusive, ganhar respeito e notoriedade dentro da igreja evangélica que frequentava. “Agora todos de lá [da igreja] me amam. A repressão era forte enquanto eu era um gayzinho. Mas agora sou uma gayzona e a coisa mudou de figura. Passei a ser admirada por isso”, avalia



Ela frequentou a igreja Renascer em Cristo

Ela lembra que frequentava a Igreja Renascer em Cristo, da bispa Sônia e do apóstolo Estevam Hernandes. E ficou por lá até os 14 anos, quando começou a questionar se era hétero ou gay. Sua mãe, que também frequentava a igreja e era back-vocal do grupo de pagode Raça Negra, a apoiou sobre quando decidiu sair da doutrina pregada na igreja. Gloria lembra que sua mãe também sofreu perseguição por integrar o Raça, e era vítima de inveja das outras irmãs da igreja, pelo fato da bispa Sônia sentir uma certa afeição por ela.

“Eu tinha uns 14 anos quando me envolvi com o teatro. Estava na fase de descoberta, de entender o que estava sentindo, se era gay ou não e me afastei naturalmente da igreja. Minha mãe sempre me entendeu. Por ela trabalhar no ‘mundo’ como backing vocal do Raça Negra, ela não era vista como a melhor das crentes. E isso despertava o recalque das irmãs, porque a bispa a amava. Ela entendia a minha posição, e esperava a hora que ia me jogar para fora da igreja”, lembra.

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