A missionária Susana Paula Chenadad transformou uma rara condição de saúde e profundas crises pessoais em uma trajetória de fé e propósito. Diagnosticada com trimetilaminúria (TMAU), síndrome do odor corporal, ela superou isolamento e vergonha para se tornar voz de acolhimento em comunidades evangélicas.
Antes da conversão religiosa, Susana chegava a tomar até 20 banhos diários em tentativas de controlar o odor característico da doença. O impacto emocional a levou ao afastamento social e a crises de identidade, até encontrar na fé um novo sentido para sua vida.
Do diagnóstico à descoberta espiritual
Aos 26 anos, Susana recebeu o diagnóstico de trimetilaminúria, condição metabólica rara que provoca odor forte persistente. O constrangimento a levou ao isolamento e a repetidos banhos na tentativa de eliminar o que considerava uma falha pessoal.
Em meio à angústia, uma profetisa a confrontou durante um culto com a frase: "Deus não te chamou para ser estrela, Deus te chamou para ser adoradora". O momento marcou virada em sua trajetória, redirecionando sua relação com a música e a fé.
Superação e missão
Além da condição médica, Susana enfrentou questões complexas relacionadas à identidade de gênero e sexualidade, temas que a levaram a profundos questionamentos sobre seu lugar na igreja e sua relação com Deus.
Atualmente, ela utiliza sua história pessoal – incluindo a TMAU e tratamentos como hemodiálise – como instrumento de conexão com pessoas que se sentem marginalizadas ou envergonhadas. Sua atuação ocorre através de cultos, testemunhos e plataformas digitais.
Entre compromissos ministeriais e sessões médicas, Susana transformou suas lutas em propósito, demonstrando que a missão religiosa pode nascer inclusive de corpos que carregam limitações e histórias de superação.