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Diretor das POM Venezuela: 'Evangelização agora é presença, não discurso'

Em entrevista à mídia vaticana, padre Ricardo Guillén destaca que missão da Igreja é estar ao lado do povo venezuelano após terremotos; campanha SOS Venezuela ganha força no Brasil.

Por Mattias Santos ·

O diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) na Venezuela, padre Ricardo Elías Guillén Dávila, afirmou que a principal missão da Igreja no momento é acompanhar o povo venezuelano, duramente atingido pelos recentes terremotos. Em entrevista à mídia vaticana, ele frisou que a evangelização, neste contexto, deve ser feita com gestos de conforto e proximidade, e não com muitos discursos. A declaração ecoa em todo o mundo cristão e reforça a campanha 'SOS Venezuela', lançada por igrejas brasileiras para arrecadar ajuda humanitária.

Os abalos sísmicos que atingiram o país afetaram cerca de 680 mil crianças, segundo dados divulgados por organismos internacionais. Diante da tragédia, missionários e voluntários locais atuam no apoio direto às vítimas, distribuindo alimentos, água e abrigo temporário. O padre Guillén destacou que a Igreja está presente nas regiões mais atingidas, mesmo com recursos escassos. A situação é agravada pela crise econômica e política que já assolava o país, tornando a resposta humanitária ainda mais desafiadora.

Campanha 'SOS Venezuela' mobiliza igrejas brasileiras

No Brasil, a campanha 'SOS Venezuela' ganhou adesão de diversas denominações evangélicas e católicas. Lideranças religiosas têm convocado fiéis a contribuir com donativos e orações. A iniciativa visa enviar suprimentos básicos e equipes de apoio para as áreas mais afetadas. A repercussão nas redes sociais tem sido positiva, com testemunhos de solidariedade e engajamento. Pastores e padres têm usado suas plataformas para divulgar pontos de coleta e contas bancárias para doações.

Segundo organizadores, a prioridade é atender crianças e famílias desabrigadas. A ação também busca dar visibilidade à crise humanitária que se agrava com os desastres naturais. O diretor das POM Venezuela ressaltou que a ajuda internacional é fundamental neste momento. Ele agradeceu o apoio dos cristãos brasileiros e pediu que continuem orando e contribuindo. A campanha já arrecadou toneladas de alimentos e itens de higiene, que serão enviados em comboios nos próximos dias.

Proximidade como evangelização

Para o padre Guillén, a crise exige uma postura de 'encarnação' da Igreja junto ao sofrimento do povo. Ele afirmou que 'pequenos gestos' e o simples ato de 'estar com as pessoas' são mais eficazes do que palavras. A declaração ressoa entre líderes evangélicos que defendem uma fé prática e engajada nas necessidades sociais. Muitos têm citado o exemplo do Bom Samaritano como modelo de ação cristã em tempos de crise.

A comunidade gospel brasileira tem se mobilizado em corrente de oração e contribuições financeiras. A expectativa é que novos comboios humanitários sejam enviados nas próximas semanas. A situação na Venezuela segue crítica, e a Igreja se posiciona como canal de esperança e solidariedade. O testemunho do diretor das POM Venezuela reforça o chamado à unidade e à ação concreta dos cristãos em meio às tragédias. Que esta mobilização inspire outras iniciativas de amor ao próximo em todo o continente.