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Erika Hilton denuncia pastor do PL por comércio de vídeos de violência contra bebês no RS

Deputada protocola representação após prisão de Tiago Ximendes; operação 'Contra Barbariem' investiga rede de exploração infantil.

Pastor Tiago Ximendes sendo conduzido por policiais federais em Porto Alegre durante operação contra exploração infantil.
Pastor Tiago Ximendes sendo conduzido por policiais federais em Porto Alegre durante operação contra exploração infantil.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (10) uma representação contra o pastor Tiago Ximendes, filiado ao PL, preso pela Polícia Federal sob acusação de comandar um esquema de comércio de vídeos de violência sexual contra bebês no Rio Grande do Sul. A ação ocorre um dia após a deflagração da Operação Contra Barbariem, que resultou na prisão do religioso em Porto Alegre.

Na representação, Hilton pede a investigação de possíveis conexões do pastor com outros estados e solicita a quebra de sigilos bancário e telemático. A parlamentar argumenta que os crimes podem ter alcance nacional e que a filiação partidária do suspeito não pode blindá-lo de responsabilização.

O caso ganhou repercussão imediata nas redes sociais e entre lideranças evangélicas, que repudiam veementemente as acusações. Pastores de diferentes denominações se manifestaram, cobrando rigor na apuração e destacando que a conduta do acusado não representa a fé cristã.

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Operação Contra Barbariem e as acusações

Deflagrada na quarta-feira (9), a operação da Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra Tiago Ximendes, apontado como líder de uma rede que produzia e comercializava vídeos de abuso sexual contra bebês e crianças. Segundo as investigações, o pastor utilizava aplicativos de mensagens criptografadas para negociar o material criminoso.

A PF não divulgou detalhes sobre o número de vítimas, mas estima-se que dezenas de crianças tenham sido expostas. O pastor, que liderava uma igreja na região metropolitana de Porto Alegre, nega as acusações. A defesa alega que ele é inocente e que as provas são frágeis.

A operação foi desencadeada após meses de monitoramento de grupos suspeitos em plataformas digitais. Os investigadores identificaram transações financeiras que indicavam a venda do material criminoso, com valores que variavam de acordo com a gravidade das cenas. A PF também apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos na residência do pastor, que serão periciados.

Reações e próximos passos

A representação de Erika Hilton foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República e à Corregedoria da Polícia Federal. A deputada também solicitou que o caso seja acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Lideranças evangélicas, como o pastor Silas Malafaia e o bispo Edir Macedo, ainda não se pronunciaram oficialmente.

Entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente, como o Conselho Tutelar de Porto Alegre, acompanham o caso. A comunidade gospel aguarda o desenrolar das investigações enquanto reforça o discurso de combate à exploração infantil. Nas redes, pastores e fiéis têm compartilhado mensagens de repúdio e orações pelas vítimas, além de cobrar transparência das autoridades.

O pastor Tiago Ximendes permanece preso à disposição da Justiça Federal. A PF não descarta novas prisões nos próximos dias, já que a investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos na rede criminosa. A representação de Erika Hilton pode acelerar as apurações e ampliar o alcance das investigações para outros estados.

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