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Josi Flora acusa PT de fazer palestras em igrejas evangélicas na Bahia; entenda a polêmica

Influenciadora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL diz que lideranças petistas promoveram eventos em templos na Região Metropolitana de Salvador. Declaração reacende debate sobre origem do preconceito contra evangélicos.

Josi Flora, pré-candidata do PL, fala ao celular em frente a igreja evangélica na Bahia, com expressão séria.
Josi Flora, pré-candidata do PL, fala ao celular em frente a igreja evangélica na Bahia, com expressão séria.

A influenciadora digital e pré-candidata a deputada estadual pela Bahia Josi Flora (PL) afirmou, em publicação nas redes sociais, ter presenciado palestras realizadas por lideranças ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) dentro de igrejas evangélicas na Região Metropolitana de Salvador. A declaração, feita na última semana, gerou forte repercussão entre apoiadores e críticos, reavivando o debate sobre as raízes do preconceito contra evangélicos no Brasil.

Segundo Josi, os eventos teriam ocorrido em templos de cidades como Lauro de Freitas e Camaçari, com o objetivo de apresentar propostas políticas e angariar apoio entre fiéis. A pré-candidata não detalhou datas ou nomes das igrejas, mas afirmou que as palestras foram conduzidas por “figuras conhecidas do PT na região”. A postagem viralizou, acumulando milhares de compartilhamentos e comentários, muitos deles de evangélicos que relataram situações semelhantes em suas comunidades.

Repercussão entre lideranças evangélicas

A fala de Josi Flora ocorre em um contexto de crescente polarização política entre segmentos evangélicos e partidos de esquerda. Nos últimos anos, lideranças religiosas têm denunciado o que consideram uma tentativa de “infiltração” ideológica nas igrejas, enquanto setores progressistas apontam que a presença de políticos em templos é prática comum entre todos os partidos. A acusação específica contra o PT, no entanto, ganhou destaque por vir de uma figura influente no meio gospel baiano.

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Pastores e líderes de denominações em Salvador ouvidos pela reportagem dividem opiniões. Alguns apoiam a denúncia e afirmam que já testemunharam abordagens partidárias em cultos e eventos. “É preocupante quando a política partidária entra no altar sem transparência. O púlpito não pode ser usado para promover agendas de nenhum partido”, disse um pastor que preferiu não se identificar. Outros, porém, questionam a generalização e lembram que evangélicos estão presentes em todos os espectros políticos.

A declaração de Josi Flora também reacendeu o debate sobre a origem do preconceito contra evangélicos. Para alguns analistas, a associação automática entre fé e posicionamento político conservador alimenta estereótipos e discriminação. “Quando um partido tenta usar a igreja como palanque, ele não só desrespeita a autonomia religiosa, como também contribui para que a sociedade veja o evangélico como um militante político, e não como um cidadão de fé”, comentou o cientista político e pesquisador de religião Carlos Mendes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Próximos passos e impacto nas eleições

A pré-candidata afirmou que pretende formalizar uma denúncia ao Ministério Público Eleitoral para investigar a suposta prática. “Não podemos permitir que a igreja seja instrumentalizada. Vou cobrar transparência e respeito ao espaço sagrado”, escreveu Josi em nova postagem. A assessoria do PT na Bahia foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.

O caso promete influenciar a campanha eleitoral de 2026 na Bahia, especialmente entre o eleitorado evangélico, que representa cerca de 30% da população do estado. Josi Flora, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa, aposta na defesa dos valores cristãos e na crítica à “politização das igrejas” como bandeiras de campanha. Resta saber se a polêmica fortalecerá ou enfraquecerá sua candidatura.

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