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Vereador pastor amplia isenção de IPTU para igrejas em Contagem

Nova lei aprovada na Câmara Municipal beneficia templos religiosos com critérios mais amplos para isenção do imposto predial.

Por Mattias Santos ·

Um projeto de lei de autoria do vereador e pastor Marcos Silva (Republicanos) foi aprovado na Câmara Municipal de Contagem, ampliando as possibilidades de isenção de IPTU para igrejas e templos religiosos no município. A proposta, sancionada pelo prefeito na última quarta-feira (8), altera a legislação tributária local para incluir novas categorias de imóveis religiosos que podem ser beneficiados. Com a mudança, a isenção agora abrange não apenas os templos propriamente ditos, mas também salões paroquiais, centros de convenções, estacionamentos e áreas administrativas vinculadas às igrejas, desde que comprovadamente utilizados para atividades religiosas. A medida atende a uma reivindicação histórica de lideranças evangélicas da cidade, que alegavam que a legislação anterior era restritiva e não reconhecia a diversidade de espaços necessários ao funcionamento das comunidades de fé.

A aprovação ocorreu em meio a debates acalorados. Vereadores de oposição questionaram o impacto fiscal da medida, estimando uma renúncia de receita de até R$ 2 milhões anuais. Já o vereador autor defendeu que a lei não cria privilégios, mas corrige distorções. “Igrejas prestam serviços sociais relevantes e não podem ser tratadas como qualquer outra propriedade”, afirmou Silva durante a votação. A Prefeitura de Contagem ainda não se manifestou oficialmente sobre os efeitos orçamentários. Para lideranças religiosas, a aprovação representa um alívio financeiro significativo, especialmente para pequenas congregações que lutam para manter suas portas abertas.

Repercussão entre lideranças religiosas

A notícia gerou reações imediatas na comunidade gospel de Contagem e região. O Conselho de Pastores do município elogiou a iniciativa, classificando-a como “um avanço na liberdade religiosa e no reconhecimento do papel das igrejas na sociedade”. Em nota, o grupo afirmou que a isenção permitirá que as congregações direcionem recursos antes destinados ao imposto para projetos sociais e evangelísticos. Igrejas de bairros periféricos, que muitas vezes operam em imóveis alugados ou improvisados, serão as mais beneficiadas, pois poderão solicitar a isenção e aliviar as finanças. Por outro lado, setores ligados à transparência fiscal questionam os critérios de comprovação do uso religioso dos imóveis. A lei determina que as igrejas devem apresentar documentos como estatuto, alvará de funcionamento e declaração de atividades anuais para obter o benefício. A fiscalização ficará a cargo da Secretaria Municipal da Fazenda, que poderá realizar vistorias periódicas. Especialistas ouvidos pelo O Buxixo Gospel avaliam que, embora a medida seja positiva para as igrejas, é essencial que haja controle para evitar fraudes e garantir que apenas entidades legítimas sejam contempladas.

Próximos passos e impacto esperado

A nova lei entra em vigor 90 dias após a publicação, devendo beneficiar centenas de templos na cidade. A expectativa é que a medida sirva de modelo para outras cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. Vereadores de cidades vizinhas já demonstraram interesse em propor projetos semelhantes, o que pode ampliar o alcance da iniciativa. O debate, no entanto, promete continuar, especialmente em um ano eleitoral, quando temas como renúncia fiscal e relação entre Estado e religião ganham ainda mais relevância. Para as igrejas de Contagem, a aprovação representa uma vitória concreta. Pequenas congregações, que muitas vezes operam em imóveis alugados ou improvisados, poderão solicitar a isenção e aliviar as finanças. Resta saber se a prefeitura conseguirá equilibrar as contas sem o montante arrecadado. O Buxixo Gospel continuará acompanhando o desenrolar da aplicação da lei e seus efeitos na comunidade, trazendo novos desdobramentos à medida que surgirem.