A Polícia Federal, com o apoio do Ministério do Trabalho, abriu nesta terça-feira, 6, a Operação Canaã – A Colheita Final para combater os crimes de condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, cometidos por líderes da seita religiosa Jesus a Verdade que Marca. Vários policiais estão envolvidos na operação de prisões de líderes religiosos.

Em nota, a PF informou que cumpre 22 mandados judiciais de prisões de lideres religiosos, por enquanto  preventiva. 17 mandados judicias de interdição de estabelecimento comercial e 42 mandados judiciais de busca e apreensão, todos expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte/MG.

Participam da operação 220 policiais federais e 55 auditores fiscais do Ministério do Trabalho. Três estados participam da operação,  Minas Gerais, São Paulo e Bahia.

 

Pastor Mikael Lima de Oliveira preso por roubo e receptação de carga



A investigação aponta que dirigentes da seita religiosa teriam aliciado pessoas em sua igreja em São Paulo, convencendo-as a doarem todos os seus bens para as associações controladas pela organização criminosa.

“Para tanto, teriam se utilizado de ardis e doutrina psicológica, sob o argumento de convivência em comunidades, onde todos os bens móveis e imóveis seriam compartilhados”, informa a nota da PF.

Segundo a PF, nestes locais, os fiéis ‘teriam sido submetidos a extensas jornadas de trabalho – sem nenhuma remuneração –, trabalhando em lavouras e em estabelecimentos comerciais dos mais variados tipos, como oficinas mecânicas, postos de gasolina, pastelarias, confecções’.



investigação teve início em 2011, quando a seita estava migrando de São Paulo para Minas Gerais. Somente nesta teça (06) que os mandatos foram expedidos. O objetivo da – A Colheita Final – é efetuar as prisões de lideres religiosos.

Em 2013, foi deflagrada a Operação Canaã, com inspeções em propriedades rurais e em algumas empresas urbanas. Em 2015, foi desencadeada sua segunda fase De volta para Canaã, quando foram presos temporariamente cinco dos líderes da seita.



A deflagração de hoje representa a terceira fase da operação, com a prisão preventiva de 22 líderes da seita. Eles poderão cumprir até 42 anos de prisão, se condenados.

O nome da operação é uma referência bíblica à terra prometida.

Informações:  Estãdão



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