Silas malafaia é acusado de ter representantes no Plenário. Segundo deputado Glauber Braga, o líder da Advec, faz campanhas para estes políticos. O deputado afirma que Silas defende seus projetos e em troca recebe generosas doações para sua igreja.



Entenda porque as acusações e os valores envolvidos que causa tanta discórdia no plenário

As bancadas religiosas da Câmara dos Deputados se venderam por isenções de impostos sobre patrimônio das igrejas evangélicas. Elas conseguiram no plenário da Casa o perdão de dívidas tributárias. E a isenção de cobrança de impostos incidentes sobre patrimônio, renda ou serviços de igrejas e de suas instituições de ensino vocacional.

Atualmente, as entidades religiosas já contam com uma série isenções fiscais. Porem, mas ansiavam por novos benefícios, que foram aprovados em duas emendas que foram incluídas na Medida Provisória do Refis.  Um programa que prevê a renegociação de dívidas e o desconto de juros para pessoas físicas e jurídicas.



Quem conseguiu com sucesso incluir o tema no projeto aprovado foi o deputado Marcos Soares (DEM-RJ).Ele que é filho do pastor R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de deus. O texto do Refis ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Michel Temer.

Os parlamentares ligados às igrejas tiveram uma¨ transação¨ vantajosa: há meses a negociação do Refis vem sendo usada como moeda de troca política no Congresso.



O deputado delegado Waldir (PR-GO), que integra a frente religiosa, foi contrário “à concessão desse benefício”

Entretanto a aprovação da MP foi de forma esmagadora, com  voto favorável de 271 deputados. Apenas 171 foram contrários às medidas.  Nesta troca, a base dos beneficiados  são as entidades religiosas.  Estima-se que o perdão de dívidas totais do programa possa chegar a 543 bilhões de reais.

“O Governo está apunhalando nas costa as empresas que contribuíram regularmente com o fisco”. afirmou  deputado delegado Waldir



Alem das igrejas beneficiadas diretamente , o pastor Silas Malafaia é citado

“O grande problema não é a imunidade tributaria para as igrejas. É que existem organizações políticas que utilizam estas mesmas igrejas para defesa de interesses políticos, de ocupação do espaço estatal”. afirma o líder do PSOL na Câmara, Glauber Braga (RJ)

Ele cita como exemplo o polêmico pastor Silas Malafaia, ligado à Assembleia de Deus. “ Que tem representantes no plenário, faz campanha para eles, defende seus projetos, e depois recebe uma doação”. Braga afirma que não se pode “generalizar”, uma vez que “nem todas as igrejas fazem uso deste expediente”. O PRB, por exemplo, é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.



 

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