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Ex-jhadista conta como desistiu de ser mulher bomba e entregou sua vida a Jesus

Ela hoje é missionária e casou-se com um cristão

A paquistanesa, que utiliza o codinome Esther por fins de segurança, quase se suicidou explodindo seu corpo em favor de Alá. Entretanto, sua vida mudou de uma vez por todas, depois de um sonho que teve. Desta forma, a ex-jihadista, se tornou uma cristã de uma fé inabalável.

Ela nasceu em 1982 em uma família mulçumana e em um país de domínio Islâmico. Por ser mulher, ela não poderia cursar o ensino médio sem a autorização dos pais ou de um homem responsável por ela. Além disso, ela sonhava em conseguir o reconhecimento de seu pai, mas nunca conseguia o feito.

Todavia, Esther encontrou uma maneira de honrar seu pai e ganhar a autorização dele para continuar os estudos. A solução seria ela se juntar a uma organização Islâmica chamada Jamaat e-Islami, a qual seu pai havia as aliado 3 meses atrás, que objetivava transformar o Paquistão impondo a lei Sharia no território.

“Quando entrei pela primeira vez, eles nos ensinaram a fazer tudo o que Alá ordena. Um dia… eles disseram que quem quer que dê sua vida por Alá, Alá pagará tudo isso e também seus pais irão para o céu”, contou ela.

“Minhas intenções eram fazer meu pai feliz porque ele não me aceitou. Eu pensei, assim, que eu poderia mostrar ao meu pai que, por causa de uma garota, ele iria para o céu. Foi por isso que eu levantei minha mão, para ser uma voluntária na Jihad”, acrescentou Esther.

Com isso, ela acabou decidindo se tornar uma ‘mulher-bomba’, estando disposta inclusive a suicidar-se,  matando judeus ou cristãos e agradando a Alá.

Contudo, um sonho alterou completamente sua trajetória, como ela conta em seu livro “Defying Jihad”.

“Sempre que estavam ensinando, os mestres diziam que os cristãos são inimigos e que os judeus são nossos inimigos”, lembrou Esther. “Portanto, nos falavam que ‘temos que tornar essa Terra limpa, matando-os ou fazendo com que eles escolham entre pagar altos impostos ou se converterem ao islamismo” disse ela.

Aproximadamente dois dias antes dela finalmente concretizar seu plano suicida, ela teve um sonho, onde ela se encontrava sentada em um local escuro. Ela tinha acabado de acordar e fazer sua oração muçulmana, quando pegou no sono novamente.

“Eu estava em um cemitério e tudo era muito escuro. Eu estava procurando uma saída para fugir da escuridão. Enquanto eu tentava sair daquele cemitério, vi uma luz aparecer”, contou ela. “E a luz tinha braços, mãos e rosto. Eu perguntei: ‘É um homem feito de luz?’. Eu nunca havia visto aquilo antes. Se fosse um anjo, deveria haver asas atrás dele, mas não havia asas, apenas um homem feito de luz”.

No sonho, ela conta ter falado com o homem da luz , que a respondeu: “vem e segue-me”.

Contudo, Esther que ela não queria segui-lo. Com isso, o homem iluminado foi mais enfático: “Ester, vem e segue-me”. Ela recusou novamente. Então, ele a chamou pela terceira vez : “Minha filha, vem e segue-me”.

“Era como se Ele tivesse uma conexão com meus pensamentos. Ele começou a andar e todos os arbustos e pedras foram retirados do caminho”, relatou Esther.

“Eu vi a luz que iluminava o caminho. Eu comecei a seguir pelo caminho que a luz mostrava. O homem de luz então parou em frente um túmulo e disse: ‘Saia’. E a pessoa que estava naquele túmulo saiu. Eu questionei: ‘Por que você está dando vida a pessoas mortas?’ e Ele respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. Essas palavras, eu nunca havia ouvido antes. Então pedi a Ele que me ajudasse a sair daquele cemitério”, contou.

Segundo ela, naquele momento ele a levou para um “lugar incrível” com uma parede de ouro e muita luz natural. Então, ela acordou.

“Eu não consegui dormir depois daquele sonho. Eu estava pensando em quem seria aquele homem da luz e o porquê Dele me chamar de Esther”, ela contou. “Por que ele disse que era o caminho, a verdade e a vida? Por que ele não me chamou pelo meu nome real?”

Ela relatou o sonho a uma colega cristã que, no dia seguinte, entregou-lhe dois livros e uma fita de vídeo. Um dos livros era sobre o Evangelho segundo João. Já a fita trazia uma leitura dos quatro Evangelhos. Na mesma hora, ela destruiu os materiais, pois aprendeu que cristãos e judeus não eram pessoas confiáveis e que não deveria sequer andar com eles.

Dois dias depois, ela acompanhou sua mãe até o hospital para exames rotineiros. Lá, ela  conheceu John, que era evangélico.

Ela só percebeu que ele era cristão, quando ele não a cumprimentou com a tradicional saudação muçulmana.

Intrigada com o fato, ela o questionou sobre sua opção religiosa.

“Ele respondeu com outra pergunta, me questionando se o Islã poderia nos dar a salvação. Eu disse: ‘Sim’. Ele disse: ‘Acho que você não leu seu Alcorão direito”, lembrou Esther. “Ele continuou: ‘Você leu no Alcorão a passagem em que Alá diz algo a Maomé para dizer aos seus seguidores? A passagem diz: Eu não sei o que vai acontecer comigo e o que acontecerá com todos vocês”, conta Esther.

Ao escutar aquilo, ela pensou que ele tivesse inventado uma outra versão do Alcorão para confundir sua mente. mas ao ler o livro em casa mais tarde, ela constatou que John estava totalmente certo.

“Eu pensei que se o líder não soubesse o que aconteceria com ele, e quanto aos seguidores?”, contou. “Este foi o ponto em que voltei e comecei a ler a Bíblia com John.”

Tempos depois, ao conhecer a história da rainha Ester, que fica no Antigo Testamento, pediu a John para que interpretasse o sonho que teve com o homem da luz.

“Ele [John] disse que José teve um sonho e esse sonho tem significados”, relatou Esther.

“Da mesma forma, Deus me deu o sonho. John explicou: ‘Você não está aqui por causa do meu esforço. Você está aqui por causa do plano de Deus’. Então ele abriu o livro em João 14: 6, que diz: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’” contou ela emocionada.

Na mesma hora, ela conta que começou a chorar

“Eu era uma menina tão má e Deus veio para salvar a minha vida. Eu ia matar o povo Dele, mas Ele veio para salvar minha vida e minha alma também”.

Dayana Ribeiro da Silva

Dayana Ribeiro Desde menina sempre foi apaixonada por televisão, noveleira assídua desde as tramas alá Maria do Bairro ou intensas como o furacão Carminha. Formada em Publicidade e Propaganda em 2014. Escreve desde que se conhece por gente.

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