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Delegado utiliza Bíblia combater os crimes no Quênia.

"Para combater o crime, precisamos de Deus", afirmou o delegado.

Foi desenvolvida por um chefe de polícia no Quênia uma forma, não convencional, de fazer o combate ao crime nas ruas de sua cidade. Ele recorre ao poder de Deus quando entra em regiões, com grandes quantidades de criminosos usando somente sua Bíblia.

William Sifuna, o inspetor-chefe, é o único encarregado de preservar a lei e a ordem em Maralal, no condado de Samburu, onde os tiroteios ocorrem todos os dias e assaltos e extorsões são comuns, no decorrer dos anos, no entanto, uma coisa que foi notada por Sifuna foi que grande parte dos crimes está de alguma maneira associado ao roubo de gado. Então, o homem conhecido como “o policial pregador”, resolveu utilizar uma tática fundamentada na Bíblia ao enfrentar suspeitos.

Ele os instruía a fazer a devolução do que roubaram ao legítimo dono, pedir perdão para a pessoa e prometer nunca realizar atos de roubo novamente.

Imediatamente, Sifuna observou alguns resultados positivos.

O inspetor, no entanto, não tem confiança nas palavras dos criminosos. Ele também ordena que eles preparem um projeto de longo prazo dando detalhes de como exatamente eles permanecerão longe de problemas no futuro.

Segundo ele, para combater o crime de modo eficaz você necessita de fé.

“Para combater o crime, precisamos de Deus”, esclareceu ele ao The Standard. “Não podemos fazer isso sozinhos. Precisamos da intervenção de Deus em tudo o que estamos fazendo como força policial.”

Como cristãos, ele falou, temos que nos manter fiéis à noção de que absolutamente todo mundo é digno de uma segunda chance.

“Antes de prendê-los, aproveito a oportunidade para pregar ou aconselhá-los”, declarou ele. “E quando eles saem das células frias, a maioria deles confessa e se afasta do crime.”

O policial também é tri-vocacional: além do policiamento, ele ainda tem uma acreditação aprovada pelo tribunal como mediador e inclusive é pastor.

A mediação o mencionou, é um bom meio de impedir que alguém seja preso em vão, o que diminui a pressão sobre os serviços prisionais. O chefe adicionou que, de vez em quando, isso inclui “trazer a família” para uma sessão, mas que “enquanto uma solução for alcançada e o agressor não retornar às celas”, vale a pena o esforço.

Além do mais, o policial de fé optou por montar um abrigo para crianças vitimadas por abusos nas violentas ruas de Maralal.

“A maioria das crianças, especialmente as que foram contaminadas, não estavam seguras para voltar aos mesmos lugares onde as ofensas aconteceram, e eu pensei que aquelas que a corte julgava que não eram seguras poderiam receber um lugar alternativo, pois o caso prosseguiu”, esclarece.

Devido ao trabalho exercido pelo inspetor, cujo nome é Mwangi Nderitu, que também é pastor do Ministério de Restauração de Elshaddai, chamou Sifuna de “uma definição totalmente nova de policial”.

 

 

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