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Mangueira faz samba ironizando cristianismo

O enredo vem gerando polêmica, dando foco a figura de Jesus Cristo crucificado

Mangueira faz samba ironizando cristianismo

Mangueira faz samba ironizando cristianismo. A escola de samba Estação Primeira de Mangueira anunciou neste último domingo (13), o enredo que levará para a avenida em 2020, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, que será “A verdade vos fará livre”.

Proposta da Escola

O tema central da escola tem como proposta fazer uma análise de como o conservadorismo vem ganhando força no Brasil. Até o presidente Bolsonaro entrou na história. Pois o enredo faz referência a um versículo da Bíblia Sagada muito utilizado por ele, encontrado no livro de João 8:32, que diz “A verdade vos libertará”

“Em 2020, sigo combatendo o conservadorismo, a partir de uma figura que os conservadores levaram para sua trincheira: Jesus Cristo. Discuto o sequestro da narrativa cristã, que tornou Jesus a figura principal da direita brasileira de hoje. Os valores cristãos foram deturpados pela direita atual. Temos hoje uma figura importante que é o presidente da República, que vai na Marcha Para Jesus e se permite ser fotografado fazendo arminha com a mão. Então, eu proponho uma narrativa de Jesus contra essa hegemonia que distorce os valores cristãos”.

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Um dos focos da escola, que vem gerando grande polêmica, é a figura de Jesus Cristo crucificado, que será exposta. O samba composto por Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo também vem polemizando. Um trecho de tal música diz:

“Eu sou da Estação Primeira de Nazaré

Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher

Moleque pelintra do buraco quente

Meu nome é Jesus da gente…”

Mais a diante o carnavalesco expõe que não tem nenhum interesse de desviar o foco político de que será trabalhado na escola. Fala também sobre religiões de origem africana em contraponto da religião evangélica.

“As favelas cariocas votaram no Bolsonaro, ajudaram a eleger o Bolsonaro. Então, quero falar para essa gente. Outra coisa: as comunidades cariocas vivem o avanço das igrejas evangélicas. Há uma perseguição a doutrinas religiosas de matriz afro…”, salientou.

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