Pastor na mira do MP após carreata

"Isso é perseguição religiosa "

O ministério público está na mira de um pastor que organizou uma carreata em Bayeux, na Paraíba, nesse último domingo (17).

A carreata contou com um trio elétrico que percorreu a cidade, que foi seguido por uma carreata de fiéis.

De acordo com a promotora de Justiça, Fabiana Lobo, houve descumprimento de um decreto por parte do pastor Eron Tiago, que é presidente da Igreja Evangélica Templo da Adoração.

O decreto foi publicado um dia antes da carreata pelo governo do estado onde proibia cultos e missas , e quaisquer cerimônias religiosas até dia 31 de maio de 2020.

O pastor teria causado aglomeração pois havia pedestres que acompanharam o culto durante a carreata.

Em seu Instagram o pastor comentou o fato dizendo “ Querem amordaçar para não pregamos, e eu vou pregar”.

De acordo com Eron, a Igreja foi impedida de realizar um culto drive in que seria em um terreno separado.

A única opção foi mudar para o culto com carreata, onde pessoas foram alimentadas de dentro de suas casas.

O pastor afirma que o que a justiça está fazendo, se trata de uma perseguição religiosa, com o risco dele ser preso.

Ainda fez uma crítica aos pastores que estava na hora de deixarem de serem covardes e pregar a palavra de Deus, não fazendo aglomerações, mas de alguma forma não pararem.

Todos os vídeos e fotos do evento, foram anexadas ao processo, onde também aparecem várias pessoas sem máscaras, que estavam em cima do trio tocando .

A promotora, segundo o G1, ressaltou que o culto poderia ter sido feito de maneira online:

“com o avanço da tecnologia, é possível que o aspecto comunitário da religiosidade seja vivenciado com o auxílio de meios digitais, dispensando-se a presença física em atos religiosos, durante o período…da pandemia da Covid19″.

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