Pastor Diego denuncia escalada de intolerância religiosa e pede ação das autoridades
Em pronunciamento, líder cobra respeito à liberdade de culto e critica casos recentes de ataques a igrejas evangélicas no Brasil.
O pastor Diego, conhecido por sua atuação em defesa dos direitos religiosos, fez um duro pronunciamento nesta quinta-feira (9) contra o aumento de casos de intolerância religiosa no país. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que a liberdade de culto está sendo ameaçada e cobrou providências concretas das autoridades.
“Não podemos mais aceitar que irmãos sejam agredidos, templos vandalizados e nossa fé ridicularizada como se fosse algo menor”, declarou o pastor, que lidera uma igreja na região metropolitana de São Paulo. O discurso ocorre dias após a invasão e depredação de um templo em Minas Gerais, onde criminosos picharam símbolos satânicos e quebraram bancos e equipamentos de som.
Diego citou ainda episódios de agressão verbal e física contra fiéis em espaços públicos, como em um mercado popular no Rio de Janeiro, onde uma vendedora evangélica foi hostilizada por orar antes das refeições. “A liberdade religiosa é um direito constitucional, mas na prática vemos uma perseguição velada e, muitas vezes, explícita”, completou.
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Repercussão entre líderes e fiéis
A fala do pastor gerou grande repercussão nas redes sociais e entre lideranças evangélicas. Diversos pastores e bispos compartilharam o vídeo e manifestaram apoio. A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) emitiu nota solidarizando-se com Diego e pedindo que os casos sejam investigados com rigor.
Fiéis também se mobilizaram. Em grupos de WhatsApp e no Instagram, milhares de pessoas usaram a hashtag #LiberdadeReligiosaSim para denunciar situações semelhantes em suas cidades. “Já passei por isso no trabalho, quando me pediram para não falar de Jesus. É triste ver que ainda vivemos isso”, comentou uma seguidora.
Próximos passos
O pastor Diego afirmou que pretende formalizar um dossiê com relatos de intolerância e entregá-lo ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. “Não vamos nos calar. Vamos usar todos os instrumentos legais para garantir que nossa fé seja respeitada”, disse. Ele também convocou um ato pacífico em frente ao Congresso Nacional para o próximo dia 20, com o objetivo de pressionar por leis mais duras contra crimes de ódio religioso.
Especialistas em direito constitucional ouvidos pela reportagem destacam que o Brasil possui legislação que criminaliza a intolerância religiosa (Lei 7.716/1989), mas que a aplicação ainda é falha. “É preciso que as delegacias especializadas estejam preparadas para receber essas denúncias”, analisa a advogada Renata Oliveira, membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP.
O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito à diversidade religiosa. Para Diego, a solução passa pelo diálogo e pela educação. “Precisamos ensinar desde cedo que todas as crenças merecem respeito, sem que ninguém seja menosprezado por sua fé”, finalizou.
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