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Fernando Haddad, perde na Justiça para Edir Macedo

ele terá que indenisar o bispo da Universal por acusa-lo de charlatanismo

 

 

Fernando Hadad, concorrente a presidência da república derrotado por Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, foi condenado na justiça por acusar o Bispo Edir Macedo de Charlatanismo durante o período de campanha política.

De acordo com informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha de São Paulo, Hadad teria utilizado o calor da campanha como justificativa para as declarações. Em seguida pediu um documento que levantasse os processos que o Edir Macedo já respondeu no decorrer de seu ministério sob acusações de charlatanismo ou qualquer outro crime.

“Sabe o que é o Bolsonaro? Ele é o casamento de um neoliberalismo desalmado, representado pelo (economista) Paulo Guedes, que corta direitos trabalhistas e sociais, com um fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Sabe o que está por trás dessa aliança? Em latim chama ‘Auri sacra fames’, fome de dinheiro. Só pensam em dinheiro “disse o petista.

Desta forma o juiz Marco Antonio Botto Muscari, condenou o réu a pagar R$79.182 ao dono da TV Record.

“Conhecedor privilegiado das normas jurídicas do País, porquanto estudou na mais tradicional faculdade de Direito brasileira, o réu obviamente sabe que acusações passadas de ‘charlatanismo, estelionato e curandeirismo’, seguidas de absolvição, apenas reforçam a presunção constitucional de inocência do bispo Macedo. Ou será que Fernando Haddad se julga no direito de, após decreto absolutório, insistir em que o líder religioso pratica, sim, ‘charlatanismo’?”, afirmou o juiz em sua decisão.

“Será que um bacharel, mestre e doutor pela USP, ex-prefeito da maior cidade do País e que chega ao 2º turno da eleição presidencial com 31 milhões de votos imagina que chamar líder religioso de charlatão e faminto por dinheiro não é conduta capaz de ofender o patrimônio ideal do conhecido bispo? Será que, na ótica de Fernando Haddad, pessoas politicamente expostas estão sujeitas a todo tipo de crítica, mesmo que mirem no que há de crucial em suas crenças e profissões? Resposta óbvia: não e não,” concluiu.

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